Um golo de Gabriel Martinelli, nos descontos, permitiu ao Brasil, a única seleção cinco vezes campeã do mundo, vencer o Japão por 2-1 e apurar-se para os oitavos de final do Mundial de 2026.
Reportagem
Desporto
Mundial 2026
Brasil garante oitavos com reviravolta e golo nos descontos
RTP
No Estádio NRG, em Houston, o Japão, que somou a sua oitava presença consecutiva em Mundiais, adiantou-se no marcador com um golo de Kaishu Sano, aos 29 minutos, mas viu Casemiro empatar a partida, aos 56, e Martinelli ‘selar’ o apuramento aos 90+5.
Vencedor do Grupo C, o Brasil somou o terceiro triunfo consecutivo nesta edição e agendou encontro com Costa do Marfim ou Noruega, no domingo, em East Rutherford, enquanto o Japão, segundo classificado da ‘poule’ F, perdeu pela primeira vez e culminou a sua oitava participação nos 16 avos, fase inédita na prova, falhando um inédito êxito ao quinto jogo a eliminar.
O Brasil nunca tinha repetido os titulares com o treinador Carlo Ancelotti e dominou desde cedo a nível de posse de bola, mas só criou perigo num remate de longe de Matheus Cunha afastado por Zion Suzuki (14 minutos), mostrando-se sistematicamente manietado pelo rigor defensivo do Japão.
Os asiáticos refreavam as ligações entre setores dos sul-americanos, bem como a capacidade de aceleração através dos extremos, esperando pelo erro contrário para ripostarem nas transições, conforme se viu à meia hora.
Sano intercetou um passe lateral de Danilo perto do meio-campo e guiou a bola por vários metros, enquanto fugia a Casemiro, até surgir sem oposição à entrada da área ‘canarinha’ e atirar rasteiro em zona frontal rumo ao 1-0.
O Brasil sofria ao fim de três partidas e cresceu em nervosismo perante um adversário retraído, regressando transfigurado do intervalo e com mais um avançado, uma vez que Endrick substituiu Lucas Paquetá, por lesão.
Ao insistir em vários cruzamentos, a ‘canarinha’ espreitou a igualdade nas investidas de Bruno Guimarães (52 minutos) e Casemiro (54), às quais se opuseram Suzuki e Takehiro Tomiyasu, ao cortar em cima da linha de golo.
A resistência do Japão desfez-se instantes depois, aos 56 minutos, quando Gabriel Magalhães levantou na esquerda e o antigo jogador do FC Porto emendou de cabeça ao segundo poste para devolver serenidade ao Brasil.
Suzuki, com auxílio do poste esquerdo, negaria o tento da reviravolta a Vinicius Júnior (58 minutos), num lance em que o avançado driblou dois opositores -, o primeiro com um ‘túnel’ - e manteve em alerta os nipónicos, disciplinados a defender, mas menos criteriosos e frescos a contra-atacar.
A iminência do prolongamento foi contrariada nos descontos por Martinelli, autor do golo vitorioso mais tardio de sempre em tempo regulamentar nos embates a eliminar dos Mundiais, ao anotar a passe de Bruno Guimarães.
Sem precisar de Neymar, suplente não utilizado, o Brasil voltou a ganhar com reviravolta numa eliminatória da prova 24 anos depois e desmoronou os planos do Japão, que vinha de uma derrota nas 16 partidas anteriores e ficou de fora dos oitavos, nos quais esteve em 2002, 2010, 2018 e 2022.
c/Lusa
O Brasil nunca tinha repetido os titulares com o treinador Carlo Ancelotti e dominou desde cedo a nível de posse de bola, mas só criou perigo num remate de longe de Matheus Cunha afastado por Zion Suzuki (14 minutos), mostrando-se sistematicamente manietado pelo rigor defensivo do Japão.
Os asiáticos refreavam as ligações entre setores dos sul-americanos, bem como a capacidade de aceleração através dos extremos, esperando pelo erro contrário para ripostarem nas transições, conforme se viu à meia hora.
Sano intercetou um passe lateral de Danilo perto do meio-campo e guiou a bola por vários metros, enquanto fugia a Casemiro, até surgir sem oposição à entrada da área ‘canarinha’ e atirar rasteiro em zona frontal rumo ao 1-0.
O Brasil sofria ao fim de três partidas e cresceu em nervosismo perante um adversário retraído, regressando transfigurado do intervalo e com mais um avançado, uma vez que Endrick substituiu Lucas Paquetá, por lesão.
Ao insistir em vários cruzamentos, a ‘canarinha’ espreitou a igualdade nas investidas de Bruno Guimarães (52 minutos) e Casemiro (54), às quais se opuseram Suzuki e Takehiro Tomiyasu, ao cortar em cima da linha de golo.
A resistência do Japão desfez-se instantes depois, aos 56 minutos, quando Gabriel Magalhães levantou na esquerda e o antigo jogador do FC Porto emendou de cabeça ao segundo poste para devolver serenidade ao Brasil.
Suzuki, com auxílio do poste esquerdo, negaria o tento da reviravolta a Vinicius Júnior (58 minutos), num lance em que o avançado driblou dois opositores -, o primeiro com um ‘túnel’ - e manteve em alerta os nipónicos, disciplinados a defender, mas menos criteriosos e frescos a contra-atacar.
A iminência do prolongamento foi contrariada nos descontos por Martinelli, autor do golo vitorioso mais tardio de sempre em tempo regulamentar nos embates a eliminar dos Mundiais, ao anotar a passe de Bruno Guimarães.
Sem precisar de Neymar, suplente não utilizado, o Brasil voltou a ganhar com reviravolta numa eliminatória da prova 24 anos depois e desmoronou os planos do Japão, que vinha de uma derrota nas 16 partidas anteriores e ficou de fora dos oitavos, nos quais esteve em 2002, 2010, 2018 e 2022.
c/Lusa